A argila é uma das matérias-primas mais utilizadas na indústria cerâmica, compõe as formulações usadas para a fabricação de revestimentos cerâmicos, louças, utensílios domésticos e decorativos. Porém a argila, além de seu uso na indústria cerâmica, apresenta características especiais podendo ser utilizada para tratamentos medicinais e estéticos.

Mesmo tendo funções terapêuticas reconhecidas há milênios, apenas há algumas décadas começaram os estudos científicos acerca deste tratamento milenar chamado argiloterapia ou geoterapia.
A geoterapia consiste na aplicação de argila nas partes afetadas do organismo com objetivo terapêutico. Também é utilizada com finalidade preventiva pela grande capacidade de desintoxicar o organismo, favorecendo a eliminação de toxinas e aumentando as defesas.

A argila origina-se de alterações das rochas ígneas, metamórficas e sedimentares e estas alterações são causadas pela ação química da água, gases de enxofre e intemperismo.

As argilas são compostas de partículas muito finas de silicatos de alumínio, associados aos óxidos, que lhes dão tonalidades diversas. Embebidas em água, formam uma pasta mais ou menos plástica, que pode ser moldada.

 

Dividem-se em dois tipos:

Argilas primárias

Originadas da decomposição do solo por ações físico-químicas do ambiente natural, durante anos, apresentando-se normalmente na forma de pó.

Argilas secundárias

Decorrentes da sedimentação de partículas transportadas pelas chuvas e ventos, que se apresentam na forma pastosa ou de lama (argila mais água).

No antigo Egito já se utilizava a argila conhecida como lama do Nilo para a mumificação, conservação de manuscritos, estética e cura.

Já na medicina oriental a argila é utilizada para desintoxicar e transformar energias perversas em energias mais qualificadas, trazendo equilíbrio para melhorar a circulação do Qi. Hoje as clínicas naturalistas utilizam a argila, sozinha ou associada a outras técnicas terapêuticas, assim como os maiores e mais avançados centros estéticos do mundo.

O Brasil é um país rico em argila, mas ainda é pequeno o seu uso com finalidade terapêutica; apenas algumas clínicas e spas que atuam com a proposta de atendimento terapêutico baseado em práticas naturais começam a despontar no mercado e alguns balneários e profissionais que utilizam esta técnica do uso de argilas em tratamentos de saúde e protocolos estéticos, associados a outras terapias.

A argila aplicada no tratamento medicinal atua como antiinflamatório, antitraumático, antitóxico, emoliente, absorvente, anti-séptico, analgésico, tonificante, cicatrizante, desodorizante, catalisador, anti-reumático, além de outros efeitos medicinais. Em tratamentos estéticos atua como tonificante corporal, e auxilia a drenagem linfática para promover a eliminação de toxinas.

A qualidade das argilas depende muito da região onde é extraída e a concentração dos minerais presentes na argila é responsável por definir a sua tipologia e manter as suas propriedades básicas.

Existem diversos tipos de argila e cada uma tem sua finalidade específica. Antes de usá-la é preciso conhecer sua composição.

As argilas apresentam em sua composição inúmeros minerais que são responsáveis pela coloração da argila, ou seja, argilas brancas são ricas em carbonato de cálcio e magnésio, as esverdeadas contém óxido de cromo, as rosadas óxido de ferro, cada uma destas substâncias dará uma qualidade especial para a argila.

As distintas cores das argilas apresentam particularidades no propósito terapêutico. A seleção da cor a ser utilizada depende da avaliação do terapeuta, bem como da necessidade de utilizarem-se sinergias para o objetivo do tratamento.

As colorações diversas das argilas dependem das características climáticas (intemperismo) e ambientais, do pH do solo, bem como da presença de impurezas, presença de metais ativos e reativos, entre outros fatores, que ocorrem na fase de sua formação.

As propriedades físicas, composição química e estrutural, conferem atributos terapêuticos específicos para cada tipo de argila.

A seguir são descritas as cores de argilas utilizadas para fins medicinais e estéticos:

Argila verde
Argila branca
Argila branca da Amazônia
Argila preta
Argila cinza
Argila vermelha
Argila rosa
Argila amarela
Argila marrom
Argila bege
Argila marinha

Para saber mais sobre cada tipo de argila, suas composições e aplicações, disponibilizamos um material bem completo para você baixar, gratuitamente, CLIQUE AQUI.

Tipos de Argila

As cores são empregadas na terapia para alterar ou manter as vibrações do corpo em uma frequência que resulta em bem-estar, uma vez que os órgãos possuem frequências saudáveis e adequadas ao seu correto funcionamento.

De acordo com Dornellas e Martins (2009) são os sais minerais como ferro, silício e magnésio presentes na argila que lhe confere as propriedades terapêuticas.

É a concentração de determinados minerais na argila que lhe confere qualidades especiais para curar, promovendo no organismo, entre outros, os seguintes efeitos:

  • desobstrui os interstícios celulares;
  • elimina toxinas;
  • estimula a microcirculação cutânea;
  • permite a troca de energia dos minerais com a parte afetada;
  • promove uma microabrasão (peeling suave).

Considerando-se a teoria energética, a argila é utilizada para revitalizar o organismo através das energias provenientes dos raios solares, telúrico-magnética e intrínseca, fazendo com que haja equilíbrio osmótico e térmico e quando priva os germes de oxigênio, tem ação antimicrobiana. Observa-se, ainda, que a argila reduz a ação da radioatividade.

A extração da argila para fins medicinais e estéticos deve ser feita de forma controlada e com o cuidado de evitar solos contaminados por poluição e agrotóxicos (DORNELLAS e MARTINS, 2009). O processo de fabricação de argila para estética e saúde deve ser desenvolvido em local limpo e arejado e os equipamentos utilizados nesse processo devem estar sempre em bom estado de conservação para evitar a contaminação do produto.

Para uma perfeita análise das argilas utilizadas em tratamentos de saúde e estéticos fazem-se necessários alguns ensaios de laboratório como difração de raios X (DRX) e fluorescência de raios X (FRX) que identificam quais os elementos que constituem a argila e a sua composição química.

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